Ambientada em Lambari D’Oeste, no interior de Mato Grosso, nos anos finais da Guerra Fria, a narrativa acompanha vidas comuns atravessadas por medos extraordinários — alguns globais, outros íntimos, todos reais. Enquanto o mundo ameaça explodir em mapas distantes, uma cidade pequena constrói seus próprios campos de batalha, silenciosos e cotidianos.
Oseias acredita nos livros como forma de compreender o caos. Luana aprende cedo que amar pode ser um ato de desobediência. Ao redor deles, a ordem se impõe não pela força explícita, mas pelo consenso, pelo olhar coletivo, pelo rumor que condena sem precisar gritar.
Este não é um romance sobre heróis. É sobre pessoas que sobrevivem ao escolher partir. Sobre cidades que permanecem intactas à custa de esquecimentos bem organizados. Sobre a violência que se disfarça de normalidade e sobre a memória que insiste em não desaparecer.
Entre nostalgia e tensão, Diamantes ao Sol pergunta:
o que acontece quando fugir é a única forma de existir?
O sol continua se pondo.
E nem tudo que brilha aquece.
Autor: Odair José, Poeta Cacerense
Obs. O livro será lançado em 2026.

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