sábado, 26 de fevereiro de 2022

deuses

Onde estão os deuses criados pela mente humana quando precisamos deles? Eles não podem fazer nada. São inúteis. São falsos e dão uma falsa esperança. Só existe uma verdade sobre Deus. Ele é o Criador dos céus e da Terra. Também criou o ser humano a sua imagem e semelhança. Só existe um único e verdadeiro Deus que deve ser adorado. O Senhor Deus Todo Poderoso. 

 Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Você é especial

"Não se fatigue com as dificuldades do caminho. Confie sempre na bondade de Deus. Ele cuida de cada um de seus filhos como se só houvesse um único filho. Creia que você é especial e que Deus te sustenta com suas mãos fortes e poderosas."

Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Obstáculos?


    O que tem acontecido no seu caminhar? Tens notado os obstáculos surgindo diante de você a todo instante? Tens visto o sinal de que não é esse o caminho que você deve seguir? Peça orientação de Deus para a sua vida. Peça a Ele para abrir os seus olhos espirituais para que você possa ver o anjo com a espada desembainhada. Peça a misericórdia de Deus e volte ao caminho que Ele ordena você seguir. Que Deus em Cristo nos abençoe! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

Destino


 Ninguém poderá carregar a sua cruz
Ninguém poderá beber a sua taça de cicuta
Cabe a cada um de nós cumprir o nosso destino.

Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Caminho

 

Cada um de nós carrega os sonhos 
Cada um de nós temos os nossos desejos 
E devemos trilhar o nosso caminho. 

Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Jornada

A vida é uma dádiva dada pelo Criador 
E devemos caminhar a nossa jornada 
Confiando inteiramente no seu amor. 

Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Frase escolhida pela turma do 3º ano Q.I 2022

 


"Se a razão e o amor tem suas asas, os nossos sonhos voam para o horizonte!".


Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Ruas, marmitas e jacarés

Eu caminhava sozinho pela escuridão das ruas desertas 
Cercadas de matos e vultos da minha imaginação 
Quando poderia ser apenas um saco plástico levado 
Pelo vento frio da madrugada. 
Eu tinha que caminhar 
Precisa trabalhar para ajudar em casa 
E agora já era um homem. 
Com minha marmita de almoço via o sol sair no horizonte 
Enquanto caminhava rumo a cooperativa de jacarés 
Coocrijapan para ser mais exato. 
Na minha trajetória daqueles anos 90 
Podia sonhar com dias melhores 
Que pudesse me aliviar do sofrimento 
Das mordidas de jacarés e do mal cheiro 
Que impregnava nas minhas narinas 
E demorava dias para sair do corpo. 
É sofrida a vida de uma pessoa no seu amadurecimento 
E lembrar desses momentos é poder viver outra vez 
Admirar a sorte de vencer na vida 
Mesmo em meios as dificuldades. 
Um jovem sonhador caminha apressado para o seu serviço 
Limpar tanques de jacarés 
Para ter o seu salário e poder ajudar a família 
Melhor isso do que ser mais um vagabundo nas ruas. 
A vida nos dá oportunidades para vencer 
Mostra-nos possibilidades 
E devemos nos agarrar a elas. 
Os tanques de jacarés nem sei se existem mais 
Mas o que aprendi na vida me sustenta até hoje 
E as lembranças desses dias sombrios 
São as alegrias das esperanças futuras. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Resoluções


    O que a vida pode nos reservar no limiar de uma nova jornada? O que desejamos para que tenhamos uma vida diferente e que possamos aproveitar melhor o nosso tempo? Tudo isso faz parte de uma reflexão que não pode simplesmente ser esquecida no dia seguinte. Devemos estabelecer metas de termos uma vida mais proveitosa e devemos nos empenhar para que isso seja uma realidade. 
 
    Ler bons livros é um desses caminhos que devemos trilhar. Os livros nos ajuda a pensar, abre-nos os horizontes e são fontes inesgotáveis de conhecimento. Dentre os diversos livros disponíveis, a Bíblia deve ser lida diariamente e meditada. Ela é a infalível Palavra de Deus e dá-nos o alento necessário para o conforto de nossos coração. Além do mais, ela é a diretriz que nos mostra o caminho certo. 
 
    Dentro das resoluções de ano novo não podemos deixar de estabelecer a meta crucial de remir o tempo. Se descuidarmos perdemos muito tempo com bobagens e, o tempo perdido, não podemos recuperar. Então, devemos criar os hábitos de saber lidar com o nosso tempo. Aproveitar cada minuto para realizações que valem a pena e que poderemos deixar de legado. Não sabemos o dia de amanhã, mas estamos vivos para que possamos fazer algo produtivo. Viver a vida que Deus nos concede. 
 
    Que o Senhor nosso Deus nos ajude a sermos dedicados e constantes em sua obra. É o desejo do meu coração e a minha oração ao Senhor. Que eu saiba contar os meus dias e que eu possa ter um coração sábio. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

O Dragão devorador de alface

 

    O pequeno garoto tinha o olhar fixo nos dois senhores sentados no banco da praça e os ouvidos atentos ao que eles diziam.

    - No Ocidente – disse um deles – o dragão, revestido de escamas, de cauda eriçada e vomitando fogo, representa o mal.

    - Ouvi dizer – disse o outro – que na filosofia do Extremo Oriente os dragões eram animais benévolos, simbolizando também a chuva, a neblina e o vento.

    - Na Coréia, cada rio e regato tinham o seu dragão próprio – fez uma pausa e continuou – na China Setentrional e Central, os dragões eram deuses da chuva que irrigavam os campos de arroz e formavam as nuvens com o seu bafo.

    Eram dois senhores bem distintos entre si. Um era alto e magro, negro de cabelos encaracolados já brancos pelo tempo; o outro era branco, baixinho e gordinho de olhar esbugalhado. O garotinho sentara-se bem próximo deles porque adorava histórias de dragões. O senhor negro disse:

    - Desde tempos muito antigos que inundações, vendavais e trovoadas eram atribuídos a dragões que combatiam na atmosfera ou nos rios. Os belos seixos encontrados junto aos regatos das montanhas eram considerados ovos de dragão, que, eclodindo por ocasião das trovoadas, deixavam voar em liberdade os dragões recém-nascidos.

    - Boa a sua história – disse o senhorzinho baixinho com um leve sorriso no rosto – mas a minha é ainda melhor.

    - Então diga.

    - Os dragões provocavam redemoinhos em terra e trombas  de água no mar. – Disse o velhinho sob o olhar atento do garotinho – Quando deixavam os seus covis situados em terra e se erguiam no ar, a pressão que as suas patas exerciam sobre as nuvens originava a formação de chuva.

    - Nossa! – Exclamou o senhor negro.

    Ambos fizeram uma pausa e olharam para os transeuntes que caminhavam pela praça naquele final de tarde. Olharam para o garoto perto deles e pareciam ignorar toda a curiosidade em seus olhos.

    - Os dragões chineses – Disse o senhor negro – eram de cores diversas: pretos, os dragões destruidores e o dragão trovejante da casa imperial; amarelos, os da sorte, e azul-celestes os que anunciavam o nascimento dos homens importantes.

    - Sério?

    - Sim. Já ouviu falar em Confúcio?

    - Sim.

    - Pois é. Na noite em que ele nasceu, dois dragões azul-celestes apareceram na casa de sua mãe.

    - Essa foi boa – Disse o velhinho baixinho e o garotinho pareceu concordar apesar de nem fazer noção de quem era esse tal de Confúcio.

    - Sua vez – Disse o senhor negro para o seu parceiro de histórias.

    - Os dragões podiam também alterar as suas formas e ainda brilhar na escuridão, tornar-se invisíveis, reduzir-se às dimensões de lagartos ou aumentar até ocultar céus e terra. Repousavam no fundo do mar em palácios de pérolas e falavam em voz agradável como o tilintar de pingentes de cobre.

    O garotinho estava cada vez mais impressionado com o conhecimento desses dois velhinhos sobre os dragões. Será que ainda teriam histórias mais impressionantes sobre eles?

    - Os ovos de dragão – disse o senhor negro – um medicamento popular da medicina tradicional chinesa, eram quase certamente fósseis de animais pré-históricos, que os farmacêuticos, na sua maior parte, armazenavam na terra ou reduziam a pó.

    Houve mais uma breve pausa. O sol já se escondia no horizonte e a noite em breve tomaria conta do firmamento.

    - Vou contar uma boa agora – Disse o senhor negro – Prepare-se para ouvir. Será insuperável.

    - Manda ver – Disse o senhor baixinho.

    - A lenda do homem que mata o dragão aparece sob a forma de versões variadas, todas sangrentas. Matar um dragão era a proeza que coroava a carreira de quase todos os antigos heróis, entre eles, Siegfried, Sigurd, Beowulf, São Jorge, São Miguel, Artur, Tristão e até mesmo Lancelot. As versões, numerosas, variavam. O ferreiro John Smith, de Deerhurst, no Gloucestershire, deu leite a beber a um mostro guloso. Depois de ingerir o líquido, o dragão deitou-se ao sol, com as escamas eriçadas, e o corpulento ferreiro, aproveitando a oportunidade, cortou-lhe a cabeça.

    - Nossa! – Exclamou o senhor baixinho – Agora você se superou.

    O garotinho concordou com a cabeça. Em sua mente era impossível ter mais coisas sobre os dragões.

    - Sua vez – Disse o senhor negro para o baixinho.

    - Está bem – Disse ele com um sorriso no rosto – Em Lyminster, no Sussex, um homem matou um dragão oferecendo-lhe um pudim envenenado tão grande que teve de ser transportado numa carroça. O dragão engoliu tudo, pudim, carroça e cavalos.

    - Uau! – Exclamou o senhor negro.

    - Mas essa não é a melhor parte – Disse o senhor baixinho.

    - Não?

    - A melhor parte vem agora – Disse o baixinho com um leve sorriso nos olhos e prosseguiu sob o olhar do garotinho – Na maior parte das lendas, os dragões alimentavam-se de donzelas, mas um escritor do começo do século XVIII, Topsell, na sua História de Quadrúpedes, atribui-lhes uma alimentação mais saudável. Eis o que ele diz: “Eles mantêm-se saudáveis (como Aristóteles afirma) comendo alface brava, que os faz vomitar quando ingerem qualquer alimento nocivo. São-lhes especialmente prejudiciais as maçãs, pois os seus organismos são atreitos a encherem-se de vento, razão porque nunca comem maçãs, mas sempre alface brava”.

    Havia uma expressão de admiração no olhar do senhor negro e do garotinho. Realmente essa ideia de que a alface é o melhor alimento para os dragões ninguém esperava.

    - Tem mais alguma coisa? – Indagou o senhor negro – Porque quero terminar a minha explicação.

    - Só mais uma – Disse o senhor baixinho e destacou: - Embora na sua maioria estes seres fossem temíveis, havia dragões amáveis. O autor romano Plínio menciona um homem chamado Thoas de Arcadia salvo do ataque de um ladrão pelo seu fiel dragão.

    - Massa! – Limitou-se a dizer o senhor negro.

    - Conte a sua parte final – Disse o senhor baixinho.

    - Pois bem – Disse o senhor negro – As lendas eram tão comuns a tantas terras que é possível interrogarmos-nos sobre a sua origem. As interpretações dos artistas assemelham-se extraordinariamente à reconstituição científica dos dinossauros. A suposição é notável. Os dinossauros desapareceram da Terra há 70 milhões de anos, e os antepassados diretos do homem surgiram apenas há 2,5 milhões de anos. Consequentemente, as lendas dos dragões não podem ser uma recordação popular do tempo dos dinossauros. A origem mais provável da lenda é que o homem primitivo, ao encontrar os ossos fossilizados de dinossauros, tenha concluído que aqueles pertenciam a algum animal gigantesco, aterrorizador, com a forma de lagarto. O que há de notável nesta interpretação é como ela se aproximava da verdade.

    - Que maravilha! – Exclamou o senhor baixinho – Então tudo se resume ao que o ser humano cria na sua imaginação?

    - Bem assim! – Concluiu o senhor negro.

    Os dois foram embora naquele inicio de noite. Na cabeça do garotinho, no entanto, os dragões eram fascinantes. O que mais ficou na sua memória ele foi repetindo pelo caminho:

    - O dragão devorador de alface.


Conto: Odair José, Poeta Cacerense